Eleições Limpas: validação automática de assinaturas junto ao TSE

A primeira ferramenta de abaixo-assinado de iniciativa popular no Brasil a validar os dados do signatário automaticamente junto ao TSE no momento da assinatura, e não meses depois, na conferência.
02Narrativa
Contexto
Um projeto de lei de iniciativa popular no Brasil exige assinaturas coletadas em papel e conferidas à mão, numa escala que derrotou quase toda tentativa. O Eleições Limpas, dos mesmos criadores da Ficha Limpa, se propôs a reuni-las para um pacote de propostas de redução da corrupção eleitoral.
Problema
A conferência manual de assinaturas é onde essas campanhas morrem. Um formulário preenchido errado só é descoberto meses depois, na verificação, e a essa altura o signatário não está mais lá e o registro não tem conserto.
Abordagem
O Eleições Limpas validava os dados preenchidos pelo signatário automaticamente junto ao TSE no momento da assinatura. A base foi mobilizada por redes sociais, o que transformou milhares de voluntários pelo país em coletores distribuídos. Participei como Coordenador de Tecnologia pelo IBPT e como Conselheiro Estratégico em Comunicação e TI pelo Instituto Atuação.
Decisões não-óbvias
- Validar no ponto de entrada, e não no ponto de contagem. Rejeitar um registro ruim enquanto o signatário ainda está na página é a única correção que não custa nada.
- Tratar a mobilização como parte do produto. A ferramenta foi desenhada para milhares de coletores voluntários, e não para uma equipe central, então a restrição real era o aparelho e a paciência dos outros.
Resultado
A campanha estabeleceu a meta de 1,6 milhão de assinaturas e se tornou a primeira ferramenta de iniciativa popular no Brasil a validar automaticamente os dados do signatário junto ao TSE, mobilizando milhares de coletores em todo o país por redes sociais.
03Evidência
Números
1.6M
meta de assinaturas estabelecida pela campanha (objetivo, não resultado)
Stack
- TSE data validation
- Web
- Social media